quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo aqui!


Espero que tenham todos umas boas entradas e que 2016 seja melhor que 2015!
Divirtam-se e sejam felizes!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

As boas vindas a 2016


Bem, mais um ano está a chegar ao fim e outro se aproxima!
Como o blogue faz dois anos hoje e estamos num período de transição, pergunto-vos o que acham do blogue, o que pensam que está mal e poderia melhorar, sugestões de publicações... enfim, o que quiserem! Estou aberta a questões, se as quiserem colocar :)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Eu estou aqui...


Às vezes, um «Eu estou aqui!» faz toda a diferença... 
Às vezes, um «Eu estou aqui!» é toda aquela força que precisamos de ouvir e de sentir. 
É muito importante, não só no contexto que foi discutido numa aula - Doenças Oncológicas - mas também noutros conflitos que há em todas as nossas vidas, saber e sentir que podemos falar com alguém sem tabus sobre aquilo que nos atormenta.
Faz parte do ser humano partilhar as alegrias e construir a felicidade, mas sobretudo contar com alguém, não para nos lamentarmos de tudo e mais alguma coisa, mas para dividir aquele sofrimento que às vezes nos rói por dentro, aos poucos, quase sem darmos conta, e que mais tarde rebenta numa tempestade incontrolável de lágrimas, sabe-se lá onde!
É esse «Eu estou aqui!» (que muitas vezes não existe, ora por vergonha, ora por medo ou até mesmo por se achar que não é assim tão importante) que é o «gatilho» para um muito mais fácil processo, chamemos-lhe assim, de depósito de confiança em alguém! Porque muitas vezes calamos aquele grito preso na garganta pelo excesso de lucidez, pela consciência de que se começarmos a falar, vamos acabar a chorar, ou por aquela falta de coragem de chorar que muitos temos para aparentar a ausência de fragilidade, quando na verdade é ela que está mais presente! Escrevi uma vez e volto a escrever isto, porque acho que faz todo o sentido:
Frágeis somos porque nos derretemos em mágoas, tantas vezes desnecessárias, e engolimos de volta a água turbulenta que tenta sair pelos olhos.
Frágeis somos porque nos mentimos e desencantamos, quando não queremos ver, nem aceitar a verdade.
Frágeis somos porque tentamos enganar a vida e a morte, sem saber que são elas que nos enganam.
Frágeis somos porque caímos, vezes tantas, em calçadas cinzentas que pensávamos conhecer.
Frágeis somos porque nos afundamos, sem querer, em Mondegos perfeitos.
Frágeis somos porque amamos, porque sofremos e porque voltamos a amar.
Frágeis somos porque sonhamos. E o sonho é o nosso bem mais frágil.
Frágeis somos porque acreditamos. E a esperança e a fé não foram feitas para zombarem delas.
Mas, acima de tudo, frágeis somos porque achamos que a fragilidade não toca no Homem.
Frágeis somos e frágeis vivemos...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal aqui!


E o dia 24 já chegou! O dia vai dar muito que falar, muitas tarefas a cumprir e muito para preparar! 
Espero que tenham todos um jantar quentinho com as vossas famílias e que o dia 25 seja igualmente doce à vossa maneira! Aproveitem os momentos e os miminhos!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Livros que pintaram o meu 2015


De tudo o que li ao longo deste ano, tenho necessariamente de destacar a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. Uma das coisas que queria fazer este ano era precisamente conseguir ler o máximo da sua Obra Poética, e consegui! Consegui adquirir o livro em fins de Agosto/princípios de Setembro, se a memória não me falha, e aos fins-de-semana, quando vou a casa, leio sempre um pedaço, antes de me deitar. E é tranquilizante! E é uma poesia incrivelmente fresca e com cheiro a mar. Às vezes, penso que se a minha avó um dia tivesse sido escritora, teria demonstrado em palavras o amor pelo seu Mar, exactamente como Sophia. Ao lê-la, lembro-me da praia da minha infância, das poças de água onde eu imaginava mundos, das algas, das rochas, da vida marinha, das pescas dos meus tios, dos meus Verões serenos de criança! É claro que a sua poesia não é só sobre o mar, mas é muito característico dela este tema, o que me fascina imenso, porque o mar é de facto incrível e de certa forma um mistério de serenidade e ao mesmo tempo de tormento. O mar é único, grande e infindo! E Sophia, tenho a certeza, «voltou para buscar os instantes que não viveu junto do mar!».