sábado, 19 de setembro de 2015


Tão bem escrito. Tempo não é dinheiro... Tempo é amor!
A saudade aperta tanto e eu não consigo passar por cima dela!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015


A única coisa impossível de mudar nas nossas vidas é se algum dia tentarmos acabar com elas! Há uma grande probabilidade de não podermos mudar o que foi feito, pois se deixarmos de existir, deixamos de poder escolher! 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015


Houve, em tempos, um caderno. Sem nome, sem número. Talvez tivesse mesmo de ter sido assim porque acabei por queimá-lo. Entreguei-o à inexistência das coisas. Chamemos-lhe o caderno zero, aquele que existiu para ser esquecido, para se tornar inexistente, porque não foi nunca lido por ninguém a não ser pela pessoa que o escreveu - eu.

domingo, 6 de setembro de 2015

Poeira de Guerra


Todos ali a enganar o engano. A dizerem adeus aos que sabiam não voltar, com um sorriso, disfarçando a angústia das entranhas. Cada bomba lançada deixava a morte atrás de si. Cada som aterrador a romper a terra com a força do vento era como menos um dia de vida em cada um deles. Era menos uma esperança, menos um sorriso, menos fé, menos vida a cada dia que passava. Todo aquele pesadelo tornava a fome um mal menor.
Chegaram dias em que o sol era um estranho. Chegaram noites em que o silêncio era uma bênção. E como o hábito faz o monge não tardou que aquele ar, respirado por toda a cidade vezes sem conta, saturado de medos e desabafos, se tornasse num veneno cujo antídoto se encontrava junto ao fim da guerra. Junto ao horizonte, lá longe, quase, quase inalcançável.