sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Coimbra tem saudades minhas! Hum... acho que é mais o contrário, ihihih ;) :P


Hoje. 
A primeira vez que experimentei vir de comboio de Coimbra para casa... digamos que foi interessante. Aconteceu algo que não é suposto acontecer. Estava acompanhada por uma amiga que também estuda em Coimbra e conhecemos outras duas raparigas da nossa zona à conta disto!
Acontece que, por vezes, tem de haver uma troca, fazer ligação nas Caldas da Rainha, mas nem sempre é necessário! Hoje, por obra do destino, foi preciso trocar de comboio. 
A primeira viagem atrasou quinze minutos. Ou seja, chegámos às Caldas à hora em que o outro comboio partia. Como ninguém disse nada e os avisos não chegaram até nós à hora devida, das duas, uma... ou perdemos o comboio para casa, ou haveria um comboio mais tarde. Ouvimos que um comboio ia dar entrada, só que não conseguimos perceber para onde ia. Perguntámos às raparigas que sabíamos ser da nossa região e elas confirmaram. Entrámos... Pensámos que era o «nosso suposto comboio atrasado». 
O interessante foi vermos que se dirigia na direcção oposta à qual pretendíamos. Dirigi-me ao senhor responsável e perguntei se aquele era de facto o comboio que ia para onde queríamos. Respondeu-me que não, que era o que ia para Coimbra-B! 
«Whaaaat? Vim de lá agora!», pensei eu, meia baralhada!
Fiquei em «estado de choque», mas o senhor rapidamente percebeu a nossa preocupação e sugeriu que ficássemos em São Martinho do Porto para apanhar o devido comboio. Uma das colegas ligou à mãe e conseguiu que nos viesse buscar.
Enquanto aguardávamos a sua chegada, aproveitámos para nos conhecermos melhor! Sem esperar, assistimos ao pôr-do-sol em São Martinho do Porto, no café/restaurante Oceano a lanchar umas tostas mistas e torradas, todas juntas - quatro estudantes de Coimbra a partilhar memórias inesquecíveis de praxe, jantares e outros clássicos da cidade do conhecimento!
Pode ter sido uma longa, longa viagem devido a um pequeno engano, mas não deixou de ser um acontecimento com a sua graça e digno de um dia ser relembrado!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Venenos


Queiramos ou não, continuamos feitos de carne. E o sangue nela presente, o sangue que a mantém viva, o mesmo que nos proporciona energia a partir de nutrientes e oxigénio, é um veneno que, apesar de não vivermos sem ele, nos mata lentamente.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O mundo nas mãos de uma criança seria tão mais seguro!


Às vezes queremos tanto, tanto conseguir um dia relembrar momentos tão doces, tão únicos que não sabemos como o fazer!
Cada um de nós tem uma estratégia... A minha, aquela que me chama o coração, é a escrita!
Não sei como o justificar, mas é apenas ao escrever que me sinto realmente a guardar momentos comigo. A esculpir pessoas dentro de mim, a gravar os seus nomes e o significado que têm  em cada uma das gavetinhas do meu miocárdio! A pintar (c)idades com palavras e a escrever Mondegos em linhas rectas! A chover emoções e a nevar tradições! É uma sensação incrível poder dizer que uma família não tem de ser de sangue! E é incrível porque posso dizê-lo e senti-lo. É fantástico poder dizer que temos alguém que nos ouve, que nos olha, que nos sorri e que nos abraça com a força de uma vida! O poder das palavras e de tantos gestos e atitudes é incomensurável. E há tão poucos a dar-lhe o devido valor...

As crianças adoram miminhos e pedem-nos sem qualquer tipo de «preconceito»! Mas nós, com a excessiva carga de pensamentos, esquecemos a que é necessidade básica de um coração que bate - conforto de contacto... (Já ouviram falar das experiências de Harlow com macacos Rhesus?).
Esta necessidade de afecto é fundamental para a criação de laços. Somos feitos de carne, não de ferro e de vidro, e esquecer isto é meio caminho andado para o cinzento da solidão! Devíamos deixar a cor dos miminhos visitar aquele que nos bombeia o sangue! Porque os miminhos, tenhamos a idade que tivermos, são sempre saborosos! Pareço uma criança a escrever? É muito provável, porque agora não sou eu que escrevo, é a criança que há em mim que controla os meus dedos!
E é por isto que penso que o mundo nas mãos de uma criança seria tão mais seguro!
Há momentos em que todos nós desejávamos voltar a ser crianças! Porque será?

Aparências...


As pessoas, antes de serem aquilo que aparentam ser, são aquilo que são!

Até Amanhã, Avó!


Fizeram-me ter pressa de morrer, avó! E para isso não sei se há perdão.
Mas tu fizeste-me acreditar que nos teus olhos cabia o sorriso do mundo. Fizeste-me acreditar que a lua pertence ao céu e que as estrelas pertencem à noite. Ajudaste-me a perceber que há sempre um Amanhã, que depois de um fim de um mundo vem sempre o começo de um outro. Fizeste-me acreditar que o tempo voa mas não tem asas. E eu acreditei, avó! Acreditei e pedi ao tempo que me ensinasse a voar como ele! Mas o pior de tudo foi eu acreditar que tu eras eterna. Eterna aqui. Eterna a falar comigo e eterna a contar histórias! Eu dizia que se fosses embora, a minha vontade de viver ia contigo. E foi! Quando me pediram para te dar aquilo que eu recusei com as lágrimas que ainda me restavam, perdi a vontade de viver! Era o Adeus! E eu não queria oferecer-te essa palavra tão feia, tão má! E não ofereci! Jamais diria algo assim a alguém tão importante para mim! Disse-te então, no silêncio daquele desespero mudo «Até Amanhã, Avó, nunca esqueças a pessoa magnífica que és!». 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Abraça a dor do mundo


Guardava a sua dor para si e sentia também a dor dos outros. A dor. Respirá-la! Deixá-la entrar nos seus pulmões e permitir que tomasse conta do seu coração.
Cansou-se de se preocupar consigo. Desistiu de si!
Vivia com a melancolia da vida em cima dos seus ombros. Com o peso do mundo no seu rosto. Todo o ruído da cidade o escurecia. Tornava-o cada vez mais exausto e empurrava-o para a sombra. Havia anos que colhia a dor do mundo e escondia a sua fragilidade nas entranhas. Aparentava felicidade que não possuía e deixava as lágrimas quentes para a noite solitária. 
Perdera toda a esperança. 
Agora, deixa-se envelhecer com o tempo. Esquece o passado, respira o presente e ignora o futuro.
Fixei-o. Tinha a tristeza nos olhos! 
Como tratar uma alma assim, tão só, tão apertada de sofrimento?
Um abraço não chega. Nunca chega. Ajuda, mas não chega! 
Há coisas que não se curam com um abraço e todos o sabemos! É um gesto tão bonito e tão poderoso! Quem o recebe sente uma vontade de continuar, por momentos... mas, por vezes, rapidamente se desvanece com a tomada de consciência da realidade. E, nessas horas, deseja-se a inconsciência! Quem o dá sente, muitas vezes, que é insuficiente e não sabe o que mais fazer para ver um sorriso honesto. Quem o dá sente-se tantas vezes impotente! 
Há situações em que não podemos dar muito mais do que um abraço! Acredito (quero muito continuar a acreditar) que esse abraço seja reconfortante e sentido com todo o coração, porque apesar de tudo não deixa de ser um abraço e não deixa de ter um pedacinho meu lá dentro! E nesses dias, um abraço é melhor do que nada, um abraço pode ser o melhor que esse alguém recebeu nos últimos tempos.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Aguarela


Pois é... já tenho o blogue há um ano, mas não publico tanto como vocês. Também só comecei a divulgá-lo recentemente e talvez seja por isso que não tenho ainda muita experiência por aqui... leio alguns posts dos blogues que sigo e vou ganhando alguma ideia daquilo que é ser blogger! Digamos que estou agora a nascer neste mundo e que, com o tempo, vou aprendendo a crescer nestes lados!


Parece-me um mundo bem simpático! Gosto de partilhar ideias e de deixar palavras, gostos, músicas, fotografias, emoções e sentimentos a pairar em ares que desconheço, mas que me despertam aquela sensação de confiança.

A ideia de que algo meu fica por aqui, seja lido ou não, é de certa forma libertador... não sei bem explicar porquê. O que importa realmente é conhecermos várias perspectivas de todos nós, em relação a assuntos variados, mas que, de certa forma, nos tocam a todos. Acho que é cativante «ler pensamentos» de alguém que não conhecemos como achamos que conhecemos e tentar perceber esses pontos de vista. Existem inúmeras situações do quotidiano dignas de serem contadas e partilhadas. Às vezes, achamos que o mundo devia conhecer determinada pessoa ou determinado acontecimento. E é incrivelmente fascinante ver isto por aqui... «Coisas» tão simples, mas que ganham um valor inimaginável quando partilhadas. Detalhes tão perfeitos que não seriam tão perfeitos se os guardássemos só com a nossa pessoa.


A partilha, seja ela de gestos, de palavras, música ou outros gostos, é demasiado importante para ser ignorada. É com a sua ajuda que aprendemos a crescer, a desenvolver a nossa forma de estruturar o pensamento e de sustentar uma opinião.

Estou aberta a todo o tipo de sugestões para o blogue, pois sou ainda muito parada... Se conhecerem desafios, ou ideias para escrever ou se gostassem de ler algo mais em específico, força! Digam qualquer coisa e terei todo o gosto em tentar realizá-lo!

Fiquem bem :)