segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Monstros


Como é suposto destruir um monstro sem te tornares num?
Como é possível destruir, seja o que for, sem nos tornarmos numa coisa má, fria e distante?
Quando alguma coisa te ataca, deves defender-te! Mas... e se não conseguires?
Atacá-lo, da mesma forma, seria um acto contraditório. Estarias a transformar-te na mesma besta!

Ficar quieta?
Também não! Não deves deixar que façam de ti uma vítima da tua própria vida. Não deves deixar que te façam acreditar que a morte é melhor que a vida. Nunca! Se isso acontecer, deves levantar-te imediatamente. Não podes deixar que algo te afecte a esse ponto. Não podes deixar que algo te leve a cometer o maior erro da tua existência.

Ignorá-lo?
Talvez seja a melhor forma... e, de todas as opções, a mais correcta, a mais válida, dentro das minhas perspectivas. O problema está em aprender a ignorá-lo. Especialmente quando ele insiste em lembrar que existe... Não é fácil fazer de conta que tudo está bem. Não é fácil camuflar o medo. Não é fácil dizer que é fácil. Mas com o tempo, talvez as coisas se tornem mais claras. Talvez o negro escuro possa atenuar para um cinzento neutro...

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