sábado, 13 de fevereiro de 2016

Quero ser poeta


Quero ser poeta!
Os poetas cheiram a papel e respiram palavras. Eles caminham em passeios de livros e navegam em mares de tinta. E sonham! São sonhadores que vivem felizes com as letras. Sem elas as suas vidas não seriam vidas. Seriam existências em vão. Ou então vidas mortas.
Quero ser poeta, porque os poetas sentem. Sentem tudo... o branco, o negro, o cinzento e o arco-íris. Depois, desenham no papel a dor que sentem e pintam a felicidade que alcançaram. Por vezes, conseguem riscar um passado ou rabiscar um futuro, mas nunca um presente pois tudo o que agora sente, o já não sente da mesma forma e intensidade no momento em que escreve. Conta portanto um passado mais ou menos longínquo ou um futuro mais ou menos inventado.
Quero ser poeta, porque os poetas não morrem. As linhas encantadas que eles criam tornam-se imortais nas páginas incrivelmente brancas e puras. Se uma folha for rasgada em bocadinhos, mesmo que esses bocadinhos sejam do tamanho de um átomo de hidrogénio, nunca deixará de conter escrito tudo o que a alma calorosa lá esculpiu. Se uma folha for queimada, nas cinzas descansarão as doces palavras, ou voarão eternamente as mais ousadas.
Quero ser poeta, porque os poetas são infinitos. As suas almas são diferentes. Não sei dizer o que têm a mais ou a menos que os outros homens, mas têm algo diferente. Talvez tenham sido tocados pela magia ainda desconhecida do cosmos. Sim, magia e sim, do cosmos, porque de cosmogonia sabemos todos pouco ou quase nada, apesar de alguns acharem que muito sabem. Ser poeta não é algo que se explique com teorias e teoremas. É preciso compreender com o coração o intangível do nosso ser. Ser poeta não é explicar. É sentir. É contar. E é ser.

3 comentários:

  1. Ser-se poeta é tão isto! Que caminho maravilhoso *.*
    Adorei o texto

    r: Fica à vontade para a levares, se quiseres*

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