segunda-feira, 12 de maio de 2014

Máquina de escrever improvisada

Máquina de escrever do meu avô - Olivetti STUDIO 45
(Fotografia da minha autoria. Por favor, não a utilizar sem autorização prévia.)
Ando há já algum tempo à espera da máquina de escrever do meu avô que está na cave, mas o meu pai nunca mais se lembrou. Eu também não quero estar a chateá-lo… de trabalho está ele cheio.
Decidi começar (se tiver oportunidade) a escrever numa máquina daquelas para organizar os meus textos. Tenho um enorme fascínio por aqueles instrumentos e quando vejo um, lembro-me das vidas que não vivi, das páginas que hei- de escrever e das histórias que nascerão naquele berço. Gosto de escrever à mão. É uma mania! Gosto do cheiro do carvão e da tinta. Do papel. E começar a escrever numa máquina daquelas seria um privilégio, já que escritores e poetisas que tanto admiro escreveram em maravilhas como aquela.
Ora, a vontade de escrever bateu-me nos dedos e lembrei-me da relíquia que me espera. Ou que a espero eu! Foi então que comecei a escrever no computador, enquanto a preciosidade não chegava. Não é que já tenha escrito em máquinas de escrever… não é esse o ponto. Onde quero chegar é que a emoção de ouvir o tilintar das teclas e o raspar da folha de papel deve ser totalmente distinta daquela de quando ouvimos as teclas do computador - barulho muito seco, muito áspero, muito distante.
Parece-me a mim que o som das teclas da máquina de escrever é mais vivo. Mais real. Contudo, não significa que tenha razão!
Chamem-me doida, lunática, antiquada, fora de estilo… enfim, o que quiserem e o que conseguirem para definir a pessoa que acham que conhecem de mim. Mas eu não me importo. Sou assim. Há quem goste e quem não goste. Tenho o infinito prazer de conhecer quem gosta. Façam favor de se apresentar os que não gostam – o prazer é todo vosso!

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